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A Revolta dos Livrinhos

PROVÉRBIOS POPULARES (S. MARTINHO)

- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
- Dia de S. Martinho fura o teu pipinho.
- Do dia de S. Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o teu bornal.
- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
- Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.
- Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.
- Pelo S. Martinho semeia favas e vinho.
- Pelo S. Martinho, nem nado nem cabacinho.
- Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo S. Martinho.

Lenda S. Marinho

Era uma vez um menino chamado Martinho. O seu pai era general e treinava os soldados do Imperador.
Um dia, o Imperador ordenou que o pai de Martinho se transferisse para Pavia, em Itália.
Já em Pavia, enquanto Martinho lançava o peão, rebentou uma trovoada. Martinho assustou-se tanto que correu a refugiar-se numa Igreja!
Lá dentro estava um bispo a contar histórias de Jesus e dos Apóstolos.
- Que histórias tão bonitas… - disse Martinho.
Foi nessa altura que ele se começou a interessar pela mensagem de Jesus.
Ele e os amigos estavam tão entusiasmados, que decidiram viver da maneira como viviam os santos que conheciam das histórias.
Alimentavam-se apenas de raízes e de frutos; mas, acontece que, um dia, comeram cogumelos venenosos e adoeceram gravemente…
Quem lhes valeu foi o bispo, que lhes deu leite a beber, salvando-os do terrível veneno…
Martinho resolveu voltar para casa. O pai disse-lhe:
- És alto e forte. Acho que já podes ser soldado!
Nesse mesmo dia, pai e filho foram ao palácio do imperador. Martinho recebeu a espada, uma capa e a ordem para ir lutar para França.
O pai explicou-lhe que metade da capa não lhe pertencia: seria sempre do imperador e ele devia usá-la para se lembrar que estava ao serviço do Império.
Uma tarde, ia Martinho a caminho da cidade de Amiens, quando rebentou uma grande tempestade.
O vento soprava frio e Martinho aconchegou-se melhor dentro da sua capa quentinha…
Estava já a chegar às portas da cidade, quando viu, à beira da estrada, um homem a pedir esmola, cheio de frio. Martinho parou imediatamente o cavalo.
Procurou algumas moedas no bolso, mas nada encontrou…
Então teve uma ideia: “Vou dar-lhe a metade da minha capa de soldado que me pertence!” Martinho não podia dar-lhe outra metade, pois pertencia ao imperador.
Sem hesitar, pegou na espada, rasgou a capa em duas partes iguais e entregou uma metade ao homem.
E, nesse momento, aconteceu um milagre… Para que nenhum dos homens passasse mais frio, as nuvens desapareceram e o sol brilhou com toda a sua força.
É por isso que ainda hoje, quando faz sol em Novembro, dizemos que é o Verão de S. Martinho!
Martinho era um homem tão bom que se tornou santo.
Hoje todos o conhecemos: no seu dia, 11 de Novembro, é costume fazer-se uma festa onde se partilham castanhas em sua homenagem – é o magusto.

Recomeçar

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...